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Falta água nas torneiras do prédio da Segurança Social de Viseu

por Redação

26 de agosto de 2020, 11:23

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A falta de água na Unidade de Saúde Familiar Lusitana, instalada no terceiro piso do prédio da Segurança Social, em Viseu, está a levar ao desespero de utentes e profissionais de saúde.

Esta situação já não é nova, admite o diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões, António Cabrita Grade.

“De facto, existia um problema relacionado com a tubagem das águas correntes. Este é um edifício com 40 e tal anos e, como tal, tem as patologias próprias da idade e que carece de intervenções de fundo, que têm de ser feitas com o proprietário do prédio, que é a Segurança Social. Isso está para ser colocado numa reunião conjunta para que a tutela possa fazer uma intervenção de fundo, como já foi feito nas águas pluviais e esgotos”, explica.

“Esta situação não é nova. Isto é como nas pessoas: a idade pesa muito nos problemas que vão aparecer em todos nós, quanto mais num edifício com estas caraterísticas”, acrescenta.

O ACES Dão Lafões já está no terreno a tentar resolver o problema, garante o diretor. “Estamos a elaborar um procedimento para que possamos internamente tentar resolver o problema só para esse andar, reestabelecendo o caudal de água suficiente e adequado”, frisa o responsável, que garante que foram consultadas duas empresas para a empreitada e que será adjudicada em breve.

“Só uma das empresas nos deu o orçamento e será essa que, ao princípio, será adjudicada a intervenção que pensamos que seja o mais rápido possível”, acrescenta Cabrita Grade.

Para resolver a situação, uma das possibilidades passaria pela construção de uma unidade de saúde familiar de raiz. O diretor do ACES Dão Lafões reconheça que “já era tempo de todos nós e todas as entidades e forças vivas da cidade de Viseu começarem a pensar numa solução mais definitiva para os cuidados de saúde primários”.

“Acho que a dimensão e o tipo de cuidados que prestamos já impunha o facto de começarmos a pensar em construir de raiz uma unidade que não estivesse condicionada por todos estes constrangimentos que temos neste prédio [da Segurança Social]. É um prédio bonito e é um ícone de Viseu, mas em termos de prestação de cuidados de saúde, já nos está a criar muitas limitações”, conclui.

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