26 fev
Viseu

Região

Retirado do Rossio memorial de vítimas de violência doméstica

por Redação

27 de novembro de 2020, 17:03

Foto D.R.

CLIPS ÁUDIO

O movimento Já Marchavas queixa-se de não ter sido informada pela Câmara de Viseu sobre a retirada de um memorial às vítimas de violência doméstica colocado esta semana em árvores do Rossio.

O estendal foi colocado na última quarta-feira (25 de novembro), como forma de assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres e era intenção da Plataforma deixar a iniciativa na rua até 10 de dezembro. No entanto, o memorial foi removido em menos de 24 horas.

O Já Marchavas considera que a localização selecionada para o memorial  não afetaria a normal utilização do espaço. Opinião diferente tem a autarquia, que fala em violação das normas.

Carolina Gomes, ativista do Já Marchavas, diz-se revoltada com esta situação. “Sentimos revolta e tristeza porque era um memorial em homenagem às 30 mulheres assassinadas até 15 de novembro e foi retirado sem nos darem qualquer aviso. Realmente não recebemos nenhuma justificação”, afirma em declarações ao Jornal do Centro.

Em resposta, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, defende que é proibido “afixar seja o que for no Rossio” e diz que foi ilegítimo colocar o memorial atado às árvores.

“Não é possível afixar, nem muito mais atar às árvores qualquer tipo de instalação. A manifestação foi perfeitamente legítima, mas a parte não-legítima foi a de pendurarem e atarem o estendal às árvores do Rossio”, afirma.

O autarca alega também que não há “nenhum partido político ou sindicato nem ninguém a fixar nada no Rossio” e defende o trabalho dos funcionários da Câmara.

“Nem é preciso dizer nada, são os próprios serviços municipais que sabem que têm de remover de imediato. Foi removido, está na posse da autarquia e, se eles (Já Marchavas) quiserem vir buscar, poderão vir. Mas podiam ter utilizado um outro mecanismo”, conclui Almeida Henriques.

O Já Marchavas garante que cumpriu a lei, afirmando ter enviado a 17 de novembro um aviso escrito por e-mail para a Câmara, com conhecimento da PSP, com a descrição e finalidade do evento e a localização, e também um outro pedido à autarquia para a cedência de acesso a um ponto de eletricidade perto do Rossio. Tendo apenas obtido resposta automática ao primeiro e-mail, no dia 24, cerca das 15H30, seguiu novo e-mail lembrando a ausência de resposta ao primeiro e relembrando o pedido de acesso ao ponto de eletricidade.

 

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts