09 mar
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Vacinação: com a falta de mais voluntários, Polícia Municipal deu uma mão

por Redação

18 de fevereiro de 2021, 14:24

Foto Arquivo Jornal do Centro

Faltaram voluntários e confusão provocou longas filas

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A Polícia Municipal de Viseu "compareceu" para ajudar esta manhã de quinta-feira (18 de fevereiro) os voluntários no Pavilhão Multiusos porque as pessoas que foram chamadas para a vacinação contra a Covid-19 juntaram-se todas à porta e eram poucos os “braços” para tantos pedidos de esclarecimentos e para chamar quem estava nas listas.

Problemas na convocatória e pessoas a chegarem mais cedo do que o previsto foram as causas para as filas que se criaram, sustenta a autoridade de saúde. Os utentes falam em desorganização. A chuva também não ajudou.

“Estão aqui estes idosos todos à chuva, um bocadinho perdidos que já deveriam ter sido vacinados às 10h30 e são quase 11h30 e só agora estão a ser chamados. Admito que não é fácil gerir tudo isto, mas um bocadinho de melhor organização é sempre desejável”, pede Igor Beleza, um jovem que acompanhou o avô.

Enquanto eram dadas ordens para ser mantido o distanciamento, foram muitos os idosos e acompanhantes que à entrada para o centro de vacinação queriam saber informações. “Isto está aqui uma confusão, tem estado assim toda a manhã. Chegámos as 10h30 e ainda aqui estamos”, desabafa Fátima Rodrigues.

Quer os idosos, quer os acompanhantes pedem que seja encontrado um espaço no interior do Pavilhão, onde está montado o centro de vacinação de Viseu, para as pessoas esperarem em condições.

Desde o início da semana que os utentes com mais de 80 anos ou que tenham doenças crónicas das unidades de saúde familiar de Viseu estão a ser convocados para a vacinação. São oito postos no interior do Pavilhão a vacinar, em média, 80 pessoas por hora.

“Hoje foi criado algum constrangimento à porta porque estávamos a contar com os voluntários e só compareceram praticamente os da Liga do Hospital”, começa por explicar Cabrita Grade, diretor do Agrupamento dos Centros de Saúde Dão Lafões que está a coordenar a operação. “Contámos com a ajuda espetacular da Polícia Municipal e a Liga conseguiu logo mobilizar mais gente”, adianta, permitindo que a situação normalizasse.

Por outro lado, refere o responsável, as “pessoas também chegam antes da hora. E isso não pode acontecer”. “Há uma hora marcada e deve ser respeitada”, apela, convencido de que quando a convocatória for feita por mensagem, em vez de telefonema, “a situação vai ser diferente”.

Para já, os utentes estão a ser contactados telefonicamente e não por SMS como tinha sido estipulado. “Logo que os problemas técnicos que impedem o envio das mensagens esteja ultrapassados avançaremos com este método”, informa Cabrita Grade.
 

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