02 Jul
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Viseu: Mata do Fontelo reaberta na totalidade

por Redação

12 de Junho de 2020, 17:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

Câmara prepara-se para fazer mais obras

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A Mata do Fontelo, em Viseu, reabriu na sua totalidade mais de um ano e meio depois. O espaço verde encerrou depois da passagem de duas tempestades que derrubaram várias árvores. A mata, de 17 hectares, voltou a ser visitável na totalidade na passada quarta-feira (10 de junho).

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, recusa falar em atrasos na intervenção, como muitas vezes foi criticado. Aos jornalistas, o autarca recorda que foi feito um levantamento minucioso das árvores existentes naquele que é considerado o ‘pulmão’ da cidade.

“Não se inventariam 7.422 árvores em dois dias. É um trabalho continuado, porque não é só inventariar. É também georreferenciá-las e avaliar o estado em que estão. Foi fruto deste trabalho minucioso que algumas árvores foram abatidas e para as coisas ficarem bem feitas têm de ser feitas com minúcia e de uma forma sistematizada”, afirma.

Almeida Henriques refere ainda que a limpeza da mata foi feita de uma forma progressiva, “sempre com o abate das árvores ou o corte dos ramos supervisionado por quem nos deu apoio - a Quercus, a UTAD [Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro] e a Escola Superior Agrária de Viseu – e com os nossos serviços técnicos de ambiente”.

Segundo o autarca, já foram investidos dezenas de milhares de euros nos últimos anos no Fontelo. A zona prepara-se agora para receber a terceira fase das obras de recuperação.

O presidente da Câmara diz que, nesta nova fase, será substituído “o alcatrão que circunda o Estádio por cubos de granito”. “Iremos manter o traçado entre o largo onde estão os pavões e o portão principal. Na parte que vai circundar o Estádio, vamos colocar calçadas de granito. Por outro lado, iremos construir uma vedação ao longo de todo o Estádio, que vai permitir esbater de alguma forma o betão”, explica.

Do lado da oposição, o vereador do PS, Baila Antunes, aplaude a reabertura da Mata do Fontelo, mas defende que há ainda muito por fazer “no que a Mata pode ser, como um polo fundamental de lazer e convívio” e que a requalificação deve ser feita a pensar no ambiente e na vertente urbana.

 

PS critica plano para o Mercado Municipal

Em declarações ao Jornal do Centro, o vereador Baila Antunes critica ainda o projeto de demolição do Mercado Municipal, anunciado na semana passada por Almeida Henriques, falando de um “coelho da cartola” sem explicação.

O socialista concorda que é preciso reconfigurar o mercado, mas tem dúvidas quanto à demolição do edifício da Rua 21 de Agosto e a construção de um novo, lembrando que o atual é de construção recente.

“O edifício de raiz tinha um problema grave que toda a gente sente, que é estar ‘encafuado’ num espaço de logradouro sem qualquer leitura arquitetónica. Qualquer edifício que venha a ser feito vai sofrer o mesmo problema. Por outro lado, aquele é um espaço esconso. Já que vão fazer a demolição, será que fará sentido voltar a meter o mercado? Não haverá sítios mais arejados do que aquele?”, questiona Baila Antunes.

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