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Viseu: requalificação do Bairro da Quinta de São José vai avançar

por Redação

01 de outubro de 2020, 17:55

Foto Arquivo Jornal do Centro

Investimento ascende os 700 mil euros

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Vai avançar a requalificação do Bairro da Quinta de São José, em Viseu. A obra foi entregue esta quinta-feira (1 de outubro) ao empreiteiro, cujo investimento vai ascender os 700 mil euros.

A intervenção no bairro situado na zona sul da freguesia de Viseu, no limite com Repeses, está inserida no âmbito do programa municipal “Eu Gosto do Meu Bairro”. A empreitada, que foi finalmente consignada passados alguns anos depois da primeira adjudicação, contempla a requalificação de toda a zona.

Almeida Henriques frisa que a Quinta de São José, construída nos anos 1970, vai contar com toda uma nova infraestrutura de rede abrangendo saneamento e águas, mas não só.

“O bairro vai ter sistema elétrico e gás natural. Também vamos fazer a requalificação dos passeios, procurando ficar com dois metros para poderem circular pessoas com deficiência. A mobilidade será uma das caraterísticas desta obra e vamos acabar por modernizar o bairro”, explica.

O bairro esteve, recentemente, no centro de um diferendo entre a autarquia de Viseu e a Segurança Social, que acabou por vender um terreno ao município na zona. Almeida Henriques apontou o dedo à Segurança Social pelo atraso das obras.

“Nós já tínhamos adjudicado esta obra em março de 2017, mas a verdade é que tivemos, até setembro de 2019, à espera de que a Segurança Social aceitasse vender 120 metros quadrados, por 15.673 euros”, afirma.

Um negócio cujo valor o autarca classificou como “muito exagerado, ainda para mais num terreno que tinha sido doado e que acabou por ser vendido a este preço astronómico”. Tudo para que a rotunda que vai dar acesso ao centro de saúde local “permita uma melhor acessibilidade”.

“O empreiteiro que tinha ganho a obra já não aceitou fazê-la e tivemos de abrir novo concurso, mas agora estamos a fazer a sua consignação dois anos e seis meses depois da data em que deveríamos tê-lo feito”, remata.

Ainda por causa deste diferendo, em junho do ano passado, Almeida Henriques ameaçou trazer bulldozers para o terreno que pertencia à Segurança Social, derrubar o muro lá situado e entrar nos terrenos do centro de saúde, em protesto contra a falta de resposta do Governo face à compra da parcela.

"Para verem como é que o poder central pode bloquear algo que tem verbas determinadas, adjudicação, empresa escolhida e que está pendente, desculpem a expressão, de uma porcaria de uma pequena parcela de terreno que não presta para nada que não seja para alargar a rua e poder ter lá a rotunda para as coisas ficarem estruturadas", afirmou na altura.

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