03 dez
Viseu

Sociedade

Condenados por explorarem mulheres ilegais em Castro Daire

por Redação

06 de novembro de 2020, 10:47

Foto Arquivo Jornal do Centro

Recebiam comissões por atos de sexo e bebidas

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O Tribunal de Viseu condenou quatro cidadãos portugueses e um estrangeiro, com idades entre os 32 e os 55 anos, a penas de prisão pela prática dos crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal num estabelecimento noturno situado no concelho de Castro Daire.

Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o principal arguido – o gerente do estabelecimento em causa – foi condenado a cumprir uma pena de seis anos e seis meses de cadeia e também ao pagamento de mais de 300 mil euros ao Estado, dinheiro esse que resultou dos ganhos obtidos ilegalmente com a atividade criminosa.

Já três dos arguidos foram condenados a penas suspensas entre os dois anos e três meses e os dois anos e dez meses, com a condição de se manterem afastados da prostituição, além do pagamento de diversas quantias.

Um outro arguido, que tinha antecedentes criminais e já tinha sido anteriormente condenado em Tribunal, foi condenado a três anos de prisão efetiva e também ao pagamento de uma outra quantia ao Estado.

O caso remonta a 2014, quando o SEF começou a investigar as suspeitas. Os arguidos agora condenados angariavam mulheres, sobretudo brasileiras, que estavam em situação ilegal no país e exploravam-nas sexualmente.

Segundo a acusação, a atividade desenvolvia-se num café da localidade de Ouvida, em Castro Daire, que tinha uma área reservada com quartos onde eram praticados atos sexuais pagos. Os arguidos ficavam com metade do valor das bebidas pagas pelos clientes. Se as mulheres aceitassem fazer sexo, eram cobrados 30 euros, dos quais dez eram entregues aos arguidos, que recebiam o dinheiro no balcão e controlavam a atividade.

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