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Coronavírus: Viseu com movimento, mas a preparar-se para o estado de "alerta"

por Redação

13 de março de 2020, 20:40

Foto Igor Ferreira

Bares e restaurantes anunciaram encerramento temporário. Alojamento local com dificuldades. Supermercados com prateleiras vazias

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No dia em que foi decretado o estado de “alerta” em Portugal por causa do coronavírus, eram poucas as alterações que ainda se notavam no movimento da cidade. Alguns bares anunciaram o encerramento do espaço, outros ainda se mantinham de portas abertas. As esplanadas estavam com clientes, ma já se notava um aumento maior no número de pessoas, novas e mais velhas, a usar máscara.

Na zona histórica de Viseu, onde está concentrada grande parte dos bares, alguns já estavam de portas fechadas, outros anunciavam para breve o encerramento. O mesmo cenário na zona do Instituto Politécnico, onde as aulas foram suspensas já na última quarta-feira.

Também os restaurantes estão a começar de encerrar. A falta de clientes, dizem os proprietários, começou a sentir-se no início da semana e a situação tem vindo a “agudizar-se”. “Na última noite tivemos apenas uma mesa. Não vale a pena estar a abrir”, comentou o dono de um restaurante.

Também as unidades de alojamento local de Viseu estão a sentir quebra na procura por parte dos turistas. Joel Silva, proprietário de um espaço fala em vários cancelamentos de reservas, com mais incidência depois do discurso do primeiro-ministro, no qual anunciou as medidas extraordinárias para combate à doença do Covid-19.

O proprietário adianta que não há muito a fazer perante a incerteza que paira sobre o vírus.

Segundo a AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), algumas das empresas encerraram por iniciativa própria, como medida de prevenção do contágio da Covid-19, e outras porque não têm clientes.

Por este motivo, aquela dirigente defendeu que devem ser encontradas soluções “urgentes, eficazes e ágeis”, sob pena de “as empresas encerrarem e não reabrirem”.

Destacando o caso das discotecas e similares, cujo encerramento foi uma das medidas de prevenção do contágio pelo novo coronavírus apresentadas esta madrugada, a AHRESP aplaude a iniciativa, que considera responsável, mas observa que estas empresas têm de continuar a pagar aos trabalhadores, às empresas de segurança privada e aos senhorios, entre outros encargos.

Esta associação tem já agendada para segunda-feira uma reunião com o ministro de Economia, pedida com caráter de urgência, para que possam “tomar decisões em conjunto”, adiantou Ana Jacinto.

“[O Governo deve tomar] decisões em conjunto com o setor, porque nós é que ouvimos os empresários todos os dias (…) e há ideias e sugestões dos nossos associados que devem ser equacionadas”, acrescentou.

O responsável pela AAHRESP em Viseu e vice-presidente do Turismo do Centro, Jorge Loureiro, tinha já falado que o turismo na região estava com uma quebra na ordem dos 50 por cento com os cancelamentos até maio.

À semelhança do que acontece um pouco por todo o lado, também a corrida aos supermercados e farmácias é notória. Prateleiras vazias é o cenário, principalmente nos produtos de desinfeção e papel.

 

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