28 fev
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Covid-19: proibido circular entre concelhos. Reforço policial junto às escolas e novos horários para o comércio

por Redação

18 de janeiro de 2021, 18:20

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Governo decretou, esta segunda-feira (18 de janeiro), o regresso da interdição da circulação entre concelhos durante o fim de semana e também o reforço da presença das autoridades policiais nomeadamente junto das escolas.

O anúncio foi feito, esta tarde, pelo primeiro-ministro António Costa depois da realização de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para avaliar as medidas do novo confinamento que entrou em vigor na passada sexta-feira (dia 15).

A fiscalização neste confinamento vai ser reforçada pelas forças de segurança para que as normas sejam cumpridas.

Todos os estabelecimentos devem encerrar às 20h00 de segunda a sexta-feira e às 13h00 no fim de semana, com a exceção das lojas alimentares que poderá ficar aberto até às 17h00 no sábado e no domingo.

O chefe do Governo também decretou a proibição da venda e entrega ao postigo de bebidas e também nos estabelecimentos de cariz não-alimentar, como lojas de vestuário.

Está também proibido o consumo de alimentos à porta ou nas imediações dos estabelecimentos alimentares. Os restaurantes dos centros comerciais devem encerrar, mesmo aqueles que estejam a fazer entregas.

São também proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam a deslocação de pessoas. O Governo também decidiu o encerramento dos centros do dia, das universidades sénior e dos centros de convívio, bem como a permanência em espaços públicos como jardins, que podem ser frequentados apenas como locais de passagem.

António Costa pediu ainda aos presidentes das câmaras municipais para que limitem o acesso a locais onde haja grandes concentrações de pessoas e também o acesso a equipamentos desportivos, sinalizando a sua utilização, mesmo em campos de ténis e paddle.

Já todos os trabalhadores que tenham de se deslocar para os locais de trabalho têm de ter uma credencial emitida pela entidade patronal. Todas as empresas de serviços com mais de 250 trabalhadores deverão enviar, no prazo de 48 horas, à Autoridade para as Condições de Trabalho uma lista com as pessoas que têm de fazer trabalho presencial.

As escolas vão manter-se abertas, mas os estabelecimentos de ensino e as autoridades de saúde têm a autonomia de condicionar o funcionamento de acordo com a situação sanitária do concelho ou escola.

Após anunciar estas medidas, o primeiro-ministro frisou que este é o momento mais grave da pandemia do novo coronavírus no país e voltou a apelar para que as pessoas fiquem em casa.

“Este não é o momento para festas de anos, para jantares de amigos ou famílias, este não é o momento para aproveitar as brechas da lei para encontrar a exceção e fazermos aquilo que não podemos fazer. Temos de nos proteger, usando máscara e manter o distanciamento físico e obrigação de proteger os outros. É a saúde que está em causa”, alertou António Costa, acrescentando que já houve desde sexta-feira uma quebra de cerca de 30 por cento nas movimentações e que era necessário "clarificar normas que têm sido objeto de abuso e alargar o quadro de restrições", devido ao nível de circulação verificado nos últimos dias.

O primeiro-ministro reafirmou que o combate à pandemia “depende do comportamento individual de cada um de nós”.

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