28 Set
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Incêndios: Situação de alerta prolongada até domingo

por Redação

07 de Agosto de 2020, 14:09

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Governo anunciou esta sexta-feira (7 de agosto) o prolongamento “até ao final de domingo [dia 9]” da declaração de situação de alerta em todos os distritos de Portugal continental, face ao risco de incêndio rural, apelando ao cumprimento da proibição do uso do fogo.

“As próximas 48 horas continuam a inspirar cuidado e atenção. Vamos manter alguns distritos em alerta vermelho e outros em alerta laranja. Fruto disso, a decisão foi de prolongar a declaração de situação de alerta a todo território nacional [continental] até ao final do dia de domingo”, afirmou a secretária de Estado da Administração Interna.

Patrícia Gaspar falava no final de uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, distrito de Lisboa.

De acordo com o comandante operacional nacional de Emergência e Proteção Civil, Duarte Costa, estarão em estado especial de alerta vermelho, o mais grave da escala utilizada pela Proteção Civil, os distritos de Vila Real e de Bragança. Passam a estado de alerta laranja (o segundo nível mais grave) os distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco, e os restantes distritos do continente estarão em estado de alerta especial amarelo (terceiro nível).

Patrícia Gaspar salientou que este mês de julho tem sido o mais quente desde 1931, com índices de severidade meteorológica bastante elevados e que motivaram parte dos alertas das últimas das últimas semanas. “No quadro destes alertas destacava também que temos já a registar mais de 1.700 ocorrências, sendo que grande parte delas se concentra nos distritos do Norte e, portanto, isto é uma situação absolutamente preocupante que temos de tentar inverter”, salientou.

Quinta-feira (dia 6) foi, segundo a governante, “um dos dias mais difíceis deste ano, com cerca de 140 fogos”, dos quais se destacaram “cinco incêndios complexos”, hoje debelados, que no total envolveram mais de seis mil operacionais e cerca de 140 missões com meios aéreos”.

De acordo com Duarte Costa, até hoje há a lamentar as mortes - ligadas a uma ocorrência - de quatro bombeiros, “em situações completamente diferentes”, e cerca de duas dezenas de operacionais com ferimentos, desde necessidade de assistência até feridos com alguma gravidade.

Na quarta-feira (dia 5), o Governo anunciou que Portugal continental entraria em situação de alerta a partir das 0h00 de quinta-feira e até às 23h59 de sexta-feira, face à previsão de "um significativo agravamento do risco de incêndio rural".

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) justificava a decisão com as previsões meteorológicas de um significativo agravamento do risco de incêndio rural.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, e são proibidos o acesso, a circulação e a permanência em espaços florestais "previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios".

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

É permitido, no entanto, alimentação de animais, execução de podas, regas, extração de cortiça e mel, colheitas de culturas agrícolas, desde que "sejam de caráter essencial e inadiável", em zonas de regadio, sem materiais inflamáveis e fora de floresta e mata. São permitidos ainda trabalhos de construção civil, "desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural".

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