25 Set
Viseu

Sociedade

Crime em Lamego choca familiares da vítima e do alegado homicida

por Redação

14 de Agosto de 2020, 12:27

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

O crime que ocorreu esta manhã de sexta-feira (14 de agosto) em Lalim, no concelho de Lamego, está a chocar os populares.

Uma mulher foi assassinada a tiro, eram 8h35, quando ela e uma amiga estavam a caminho do local de trabalho, uma fábrica de fumeiros. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, que fugiu a monte. O casal estava separado há um ano e tinha dois filhos, já adultos. A mulher, que foi atingida com oito tiros, sofria de violência doméstica recorrente, contaram fontes no local.

A amiga foi atingida numa perna, tendo sido assistida e encaminhada para o Hospital de Vila Real.

No local, o Jornal do Centro falou com Maria Clemente, prima do alegado homicida. A mulher disse que nada fazia prever este crime.

“Eu vinha tomar o meu cafezinho e fiquei chocada. Não previa isto. Ainda ontem [quinta-feira, dia 13], ele estava ali. Não previa nada disto. Estou muito triste”, confessou.

Já o irmão da amiga da vítima, José Carvalho, afirmou que o suspeito “não se dava com ninguém”. “Ele era um bocado manhoso. Pouca gente falava para ele. Era muito fechado. Não faço ideia dos motivos”, disse.

Sobre a situação da irmã, José Carvalho adiantou que esta levou nove pontos numa das mãos. A perna, onde ela sofreu ferimentos, está estável.

Já uma outra habitante da aldeia, Maria do Céu Silva, tem uma opinião contrária sobre o suspeito. “Era uma pessoa muito pacata. Nunca fez mal a ninguém e nunca ouvi que se metesse com alguém, a não ser isto [homicídio]. Até fiquei parva”, diz.

Maria da Fátima Almeida diz ter ouvido os tiros e os gritos. “Estava na casa do meu irmão e senti uns tiros e uns gritos. Depois, cheguei ao rio, mas senti na mesma os tiros e fui para trás, para o café. Foram vários tiros. Depois, apareceu o INEM e vi lá. Quando apareci ao pé da crime, já estava o INEM a dizer às pessoas para irem embora, mas ainda vi a senhora morta no chão com sangue. A outra estava na ambulância”, relata.

Segundo esta popular, a vítima mortal era “muito boa educada e muito boa pessoa”. Já o alegado homicida era visto como “alguém que não era assim tão pacato”. “Ele andava toda a vida a ameaçar que ia fazer isto e aquilo, e afinal… Nunca pensei”, afirma.

O caso já está na alçada da Polícia Judiciária de Vila Real. As autoridades montaram uma operação de “caça ao homem” ao principal suspeito, que ainda está em fuga.

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