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Três anos depois, MP ainda não concluiu inquérito a incêndio de Vila Nova de Rainha

por Redação

13 de janeiro de 2021, 09:52

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Ministério Público ainda não concluiu o inquérito sobre o trágico incêndio que decorreu, faz esta quarta-feira (13 de janeiro) três anos, na Associação de Vila Nova de Rainha em Tondela.

Os magistrados continuam a trabalhar no processo, que ainda não tem acusação nem data prevista para o arquivamento, segundo escreveu o Jornal de Notícias. Contudo, a Justiça garante que o inquérito vai ficar fechado brevemente.

O presidente da instituição, Jorge Coimbra, é o único arguido no caso, podendo vir a ser responsabilizado pela morte de 11 pessoas e acusado do crime de homicídio por negligência.

O dirigente, que não prestou declarações à Justiça, foi constituído arguido há mais de um ano, em fevereiro de 2019, e está atualmente sob termo de identidade e residência. Jorge Coimbra admite ainda que o incêndio de 13 de janeiro de 2018 continua a consumá-lo e diz esperar pelo fim do processo que decorre no Tribunal de Viseu.

Já a advogada da Associação de Vila Nova de Rainha, Ana Paula Barreto, admitiu não ter informação sobre os crimes imputados a Jorge Coimbra, mas defendeu que não houve qualquer ato criminoso cometido pelo presidente ou por outro elemento da instituição, falando de um “acidente imprevisível”.

Fonte do Tribunal de Viseu assegurou que o processo aguarda pela “junção de elementos clínicos das vítimas para a emissão do despacho e encerramento do inquérito, o que deverá estar para breve”.

No incêndio de há três anos, 11 pessoas morreram e 38 ficaram feridas depois de ter deflagrado um incêndio no teto do edifício da associação, enquanto decorria um torneio de sueca. As autoridades acreditam que o incêndio terá sido originado por uma salamandra.

Depois de alguém ter dado o alerta para as chamas, os participantes começaram a sair, mas não a tempo de uma explosão que fez com que o teto desabasse. O quadro elétrico também explodiu, ficando sem luz o edifício. Uma das pessoas acabou por tropeçar e as outras caíram, umas em cima das outras, bloqueando as duas portas que poderiam tê-los salvado. A associação não tinha extintores.

Após o incêndio, a Câmara de Tondela vistoriou 103 sedes de associações e detetou falhas em 71, dando 400 mil euros para a correção dos problemas detetados. Fonte da autarquia explicou que, apesar das intervenções já terem sido feitas, o processo ainda não foi concluído porque não foram feitos simulacros com os bombeiros, o que não foi possível devido à atual pandemia.

Entretanto, os herdeiros dos mortos e os hospitais receberam os 45 mil euros relativos ao seguro de responsabilidade civil e também mais 1.000 euros para evitar o arrastamento do processo.

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