09 Ago
Viseu

Cultura

30 anos de Tom sem Festa

por Redação

11 de Julho de 2020, 08:30

Foto Carlos Fernandes ACERT

Organização do festival de músicas do mundo da ACERT, em Tondela, com sentimento de amargura e tristeza

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Este ano, o festival de músicas do mundo da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), o Tom de Festa, que completava a 30ª edição, vai acontecer, mas sem festa.

Ao Jornal do Centro, o diretor artístico da ACERT, José Rui Martins, conta o que vai ser feito porque a data “não podia ser deixada passar em branco”.

“O Tom de Festa vai fazer 30 anos sem puder cumprir a função que o originou. O Tom de Festa gosta de fazer anos com os seus convidados. Dadas as circunstâncias, este ano vão só ser sopradas as velas por aqueles que o têm acarinhado ao longo de anos”, começa por dizer José Rui Martins, admitindo alguma amargura e tristeza por parte da organização do festival.

“Quem o costuma organizar está amargurado e sente-se triste porque o festival já estava, praticamente, desenhado em termos de programação. Não é fechada [a programação], naturalmente, mas já estava idealizada uma festa que marcaria este data redonda”, revela. 

José Rui Martins acredita que também os espectadores vão sentir falta do evento, mas promete que em 2021 o festival vai voltar mais rico.

“Sabemos que muitos espectadores que têm no Tom de Festa um momento marcante da sua vivência cultural e artística também estarão tristes, mas o que temos que pensar é no futuro. Quando tanta gente resiste às contrariedades nos vários setores do país, temos que pensar no futuro e comemorar os 31 anos com mais força, empenho, dedicação, criatividade e inovação para lhe dar a dimensão que a idade já exige”, refere.

Quanto à memória mais marcante em 29 anos do Tom de Festa para José Rui Martins, “é a relação de convivialidade e de surpresa que tem cada um dos festivais”. 

“Há espetáculos que foram marcantes, mas o elemento determinante é conseguir fazer um festival em que o público se revê. Este festival e a música têm a capacidade de congregar as várias cultural do mundo e permite que o espectador sinta que está a participar no acontecimento que apela à paz, à solidariedade mundial e que defende uma coisa cada vez mais presente: a xenofobia e o racismo, que não têm outro objetivo senão desvirtuar a relação humana”, afirma. 

Sem querer adiantar nomes já pensados para esta edição que foi cancelada, José Rui Martins refere, apenas, que todos os grupos foram convidados a integrar a programação do próximo ano.

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