16 Jul
Viseu

Américo Nunes

OPINIÃO

Classe Média

O P.R. é um “milagreiro” dos tempos hodiernos

29 de Maio de 2020, 12:56

CLIPS ÁUDIO

O P.R. é um “milagreiro” dos tempos hodiernos.

Apesar da crueza dos números: mais de 1400 mortos e outro tanto que não saberemos; a alusão ao “milagre português” é uma “selfie” de estética duvidosa. Então e os países que obtiveram resultados, oficiais, muito melhores? Como se classificam e graduam os “milagres” ?

Não se terá apercebido das falhas, das faltas e das carências do Serviço Nacional de Saúde?

Não fosse o brio, a resiliência, o empenho e o alto sentido cívico dos PROFISSIONAIS de SAÚDE, e teríamos uma verdadeira catástrofe e não o desastre que vivemos; pois faltaram camas, faltaram ventiladores, ficaram a descoberto omissões de serviços e de equipamentos, não há laboratórios capacitados e, ainda por cima os PROFISSIONAIS foram e continuam a ser mal remunerados.

Não! Não houve “milagre” algum e, se o houvesse seria algo de divino e não terreno.

O tal “milagre” é um eleito que detém grande popularidade e entende que umas horas de televisão são suficientes para ocultar a realidade. Pode ser eficaz para muitos que ficam ou já estão convencidos, mas revoltante para tantos outros mais desconfiados e alertados, como eu.

A dupla P.R. - P.M. esteve, ainda, ridiculamente, imparável. Combinados, trataram de “fritar” o M. das Finanças, sim aquele que cativou à bruta sem olhar ao essencial. Sacrificou a saúde de uma população envelhecida e desprotegida que tem apenas como recurso o recurso ao Serviço Público de Saúde. Em Viseu, a título de exemplo, não há edifício das urgências, não há oncologia, não há laboratório preparado. E porquê? Por absoluta falta de investimento do Estado. E, assim o “bestial passou a besta”. Deixou de ser o “Ronaldo” para passar a ser um incómodo. E, candidamente, a dupla veio justificar que nada de anormal se passou. Com um cinismo e uma vulgaridade criticável, já que em política não pode valer tudo.

E o P.M. tinha uma acrescida obrigação de defender aquilo que parece ser uma herança do partido socialista: “ a ética republicana”. Mandou-a às urtigas, logo quando aceitou ser PM depois de derrotado nas urnas.

Não nos admiremos, pois, que as Pessoas se desinteressem pelas eleições e surjam os populismos.

A NAÇÃO precisa de ESTADISTAS e GENTE HONORÁVEL, cuja “visão não seja obscurecida por cinismo ou medo”, como afirmou Obama.

P.S. – no momento em que escrevo estas linhas, a U.E. anuncia mais uma ajuda ao nosso País. Em boa hora o fez, para engrandecimento do projeto europeu.

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