27 Jun
Viseu

Américo Nunes

OPINIÃO

Classe Média

“…, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam.” Padre António Vieira

26 de Junho de 2020, 16:56

CLIPS ÁUDIO

“…, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam.”    Padre António Vieira

Um proclama um “milagre”; outro dedica a “futebolada”, que outros não querem, aos PROFISSIONAIS de SAÚDE; outros reclamam transportes públicos que não arrebanhem os Cidadãos; há, ainda, os que tem sérias dúvidas sobre o número de óbitos “Covid”; alguns alertam para o crescendo do número de desempregados; poucos têm o desplante de “calarem” vozes desalinhadas.

O “auditório” é complexo e, os “peixes”, em cardume, ouvem mas não falam, nem têm ninguém que por eles fale.

A Comunicação Social, quase toda, vergada ao peso da publicidade paga pelo Governo, fala do que interessa para desviar atenções e não do essencial.

Honoráveis exceções não chegam para resistir ao silenciamento, qual “lápis azul” dos tempos atuais, tão conveniente em tempos de pandemia, que “miraculosamente” nos coloca ao nível dos piores. Mas, vai ficar tudo bem, com mais de 1500 mortes, segundo os dados oficiais, nos quais não acredito, como não se pode acreditar nos números avançados pelo novo Ministro das Finanças, o qual afirmou, levianamente, que o atual Governo investiu mais que o Governo que evitou a bancarrota socialista. Mas, também, não me desilude, quando parece ter sido ele o autor material das cativações. Cativações sem critério, que tornou mais frágil o S. N. de Saúde, para prejuízo das Famílias portuguesas que não tem posses para recorrer à saúde privada.

Acresce que, na esperança que mais uma “esmola” da União Europeia, tão vilipendiada pela extrema-esquerda da geringonça, esbata o impacto da crise económica e financeira que já se vive e baterá com grande violência à porta de quem trabalha. Os milhões de euros, que, por coerência, essa extrema-esquerda geringoncial não deve querer, salvarão o P.-M. mas têm que, obrigatoriamente, salvar o País de uma bancarrota que é, já, premonitória. E que faz a maioria da C. S., se não desviar atenções e dar relevo a coisas irrelevantes?

Uma C. S. que se afirme isenta e independente deveria rejeitar os adiantamentos financeiros realizados, para que possa sempre falar e não calar; pelo que deveriam poder ser “peixes” que ouvem mas que “falam”.

Preocupado com o caminho trilhado pelo País, paguei adiantadamente todos os meus impostos, para que, com o meu modesto contributo, se minimize a falta de liquidez do erário público.

Mas, apliquem bem o dinheiro, contrariando o holandês.

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