15 Ago
Viseu

João Rodrigues

OPINIÃO

O vírus do medo!

Apesar de algumas imagens, transmitidas pelas nossas televisões, de acordo com sondagens efetuadas recentemente, a pandemia que vivemos, também deixou um rasto de medo numa grande fatia da nossa população

21 de Maio de 2020, 15:35

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Apesar de algumas imagens, transmitidas pelas nossas televisões, de acordo com sondagens efetuadas recentemente, a pandemia que vivemos, também deixou um rasto de medo numa grande fatia da nossa população. Muitos receiam que se esteja a ir longe de mais no desconfinamento e outros continuam a sair de casa apenas para o essencial. Em síntese, ainda é grande a parcela dos que continuam a ter medo de regressar à vida normal, medo de ir à escola, ao trabalho, à praia, de utilizar os transportes públicos, entre tantos outros receios.

Felizmente temos medo! No entanto, o medo não tem de ser necessariamente castrador, não pode ser da “estirpe” que limita as nossas iniciativas, que inibe a nossa criatividade e condiciona as nossas competências, capacidades e dinâmicas.

Este medo, para além de contagioso, propaga-se rapidamente e de forma negativa nas economias e pode provocar efeitos devastadores em muitas outras áreas.

O egoísmo, a ansiedade, a solidão, o desemprego e a fome também matam!

Outra variante do medo, é aglutinadora de solidariedades e de energias positivas, pode e deve ajudar a ser condutor do reforço da nossa prudência, facilitar a antecipação de obstáculos e perigos e ser um importante impulsionador na gestão dos riscos. É fundamental, como sempre, conhecer bem e utilizar as armas que necessitamos para os combater. Relativamente à pandemia COVID 19, todos conhecemos as armas, não podemos é abdicar da sua utilização.

Estaremos de acordo, que é esta segunda variante do “vírus do medo, que preferencialmente nos deve infetar.

Ainda assim e como reforço ao incentivo para este contágio, fica o sublinhar da informação, já conhecida, de contração da economia portuguesa em 2,4 %, no primeiro trimestre, face ao período homólogo. Sendo uma percentagem, um número, não podemos esquecer que representam muitas pessoas, que cada vez mais se tornam visíveis.

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