28 fev
Viseu

Ana Santos Oliveira - Enfermeira Especialista em Enfermagem Comunitária na UCC Viseense

OPINIÃO

A vacina contra a COVID-19

16 de janeiro de 2021, 08:00

CLIPS ÁUDIO

A pandemia causada pelo novo coronavírus fez-nos entender, efetivamente, que, em menos de nada, a vida, como a conhecemos até então, muda drasticamente e sem aviso prévio. O distanciamento físico, o sorriso escondido e o beijo que fica por dar tornaram-se sinais efetivos de afeto e cuidado.

O contexto global causado pela pandemia conduziu à urgência e convergência de esforços, criando sinergias sem precedentes na comunidade científica global. A disponibilização de uma vacina eficaz contra o vírus SARS-COV-2 é fundamental para o controlo da disseminação do mesmo. 

Portugal é um dos países do mundo com as melhores taxas de cobertura vacinal em todas faixas etárias: é resultado de um esforço conjunto de todos os profissionais de saúde com especial enfoque nos enfermeiros. Se por um lado todos estes profissionais têm a capacidade de manter a população informada e, assim, capaz de não se iludir pelas crenças erradas, acerca da vacinação; por outro lado a comunidade em geral tem o mérito de ser responsável no que à saúde de todos diz respeito.

A vacinação terá sempre um papel fundamental na preservação de vidas humanas e proteção dos sistemas de saúde, repercutindo-se na vida económica e social das populações.

No que concerne à vacina contra a COVID-19 muito se tem discutido, na praça pública, acerca da sua eficácia/segurança. De acordo com a estratégia definida pela União Europeia, todos os Estados-Membros terão acesso às vacinas ao mesmo tempo, com base em dados suficientemente sólidos para garantir a qualidade da formulação, a segurança das pessoas vacinadas e a eficácia da vacina. Assim, as vacinas contra a COVID-19 aprovadas e disponibilizadas aos cidadãos cumprem todos os requisitos de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos na legislação farmacêutica da União Europeia (Plano de vacinação COVID-19, DGS, dezembro/2020).

O mesmo documento refere que a vacinação será universal, gratuita, acessível, equitativa, sendo o planeamento efetivado através da definição de grupos prioritários. A definição destes grupos é baseada nos dados científicos que vão sendo disponibilizados, tendo em conta a resposta imunitária protetora em determinadas faixas etárias e a segurança na administração, avaliando-se a necessidade de precaução ou contraindicação em determinados grupos populacionais.

A nível nacional, regional e local os grupos de trabalho criados para o efeito têm vindo a definir estratégias de vacinação contra a COVID-19 no sentido de a iniciar nos grupos prioritários, com toda a eficácia e segurança que lhe é exigida. 

Numa primeira fase serão considerados como prioritários: Profissionais e residentes em lares ou instituições similares; Profissionais e internados em Unidades de Cuidados Continuados; pessoas com 50 ou mais anos com patologia crónica específica associada; Profissionais de Saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes e Profissionais das Forças Armadas, de Segurança e Serviços Críticos. 

Em caso de dúvida, no que concerne a integração/ou não num grupo de risco prioritário para vacinação, contacte a sua equipa de Saúde Familiar. Opte sempre por consultar informação fidedigna para que possa agir em conformidade as com orientações emanadas oficialmente.

Quando for convocado para a vacinação faça-o sem receio: o controlo da pandemia depende, e continuará a depender, de todos nós! Eu, Enfermeira, já iniciei o meu processo de vacinação com a toma da primeira dose!

Não esqueça:  mantenha sempre o uso de máscara, higienização frequente das mãos, cumpra a etiqueta respiratória e o distanciamento físico!

Proteja-se e proteja os outros!

AS VACINAS SALVAM VIDAS!!!

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