09 Jul
Viseu

Paulo Cavaleiro

OPINIÃO

Violência no desporto

"Não pode haver um polícia para cada cidadão"

14 de Fevereiro de 2020, 00:00

CLIPS ÁUDIO

O fenómeno desportivo comporta em si mesmo, não somente, um conjunto de virtuosidades inegáveis, mas também um rol de defeitos que resultam das atitudes, individuais ou em grupo, dos protagonistas, dos espectadores e dos seguidores fiéis aos seus clubes (vulgo claques).

Não são recentes, as questões relacionadas com a violência no desporto, as claques “alimentadas” pelos clubes, a cadeia de favores e influências nas mais altas esferas da sociedade civil, os agentes desportivos e a inquinação dos processos desportivos. A realidade diz-nos que todos os fatores mencionados se têm agravado e que é transversal aos vários sistemas da sociedade. É de facto lamentável, que em qualquer jogo e muito mais nos jogos e nas diferentes modalidades dos escalões mais jovens, que os próprios pais dos atletas entrem em confrontos físicos diretos, dando uma imagem sofrível e de falta de cidadania, de ética e valores, aos seus filhos. Não pode haver um polícia para cada cidadão, cada um de nós tem o dever de respeitar as regras instituídas e dar uma imagem positiva educacional aos filhos.

Lamentamos que a sociedade se encontre enferma de valores. Cada um “safa-se” como lhe dá mais jeito, tornando-se numa moda lascarinha. A vergonha transformou-se em garbosidade, a imagem montada torna-se importante e nem sequer se disfarça. “A mulher de César não basta ser, deve parecer”.

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