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O núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) vai organizar no Dia da Mulher, 8 de março, um desfile comemorativo da efeméride com início na Santa Cristina e fim no Rossio. A manifestação está marcada para as 14h00 e inclui uma concentração no final para um momento cultural e intervenções.
“Assumimos a urgência da luta por uma política que concretize a igualdade e a emancipação, e apelamos a todas que, na sua diversidade de pensamento, ação e intervenção, se unam em torno da defesa dos direitos das mulheres, da sua integridade, da sua mobilização e participação em igualdade”, refere o MDM em comunicado.
A entidade destaca ainda a “memória histórica das mulheres na resistência antifascista, a luta libertadora e emancipadora das mulheres e a nossa solidariedade com todas as mulheres que, em Portugal e no mundo, lutam pelos seus direitos, pela soberania dos povos, contra as guerras e pela Paz”.
No seu manifesto, o Movimento Democrático de Mulheres apela para combaterem “as desigualdades e discriminações com base no sexo, classe social, raça ou etnia, orientação sexual ou identidade de género”.
O movimento reivindica o reconhecimento do valor do trabalho produtivo e criativo das mulheres “defendendo empregos de qualidade, aumento dos salários e dignificação das carreiras profissionais” e o fim da precariedade laboral, horários desregulados e por turnos que “impedem a articulação entre a vida profissional e familiar”.
O MDM também se diz “pelos direitos sexuais, concretização da educação sexual e do planeamento familiar e por uma sexualidade informada, feliz e segura, pelos direitos reprodutivos, respeito dos direitos da maternidade e paternidade, pelo direito a decidir ser, ou não, mãe sem constrangimentos ou pressões e pelos direitos das crianças a um desenvolvimento integral”.
A instituição defende ainda “serviços públicos de qualidade e proximidade: saúde, educação, justiça e apoio às vítimas de violência doméstica” e a “melhoria das condições de vida e acesso a uma casa digna, bens e serviços que consigamos pagar”.
No mesmo manifesto, o MDM defende igualmente o “combate a todas as formas de violência, objetificação e exploração do corpo das mulheres e raparigas” e o “combate à normalização da prostituição e da pornografia como um trabalho”, e apela à “denúncia das mentalidades sexistas, xenófobas, racistas e misóginas” e à “eliminação de preconceitos, estereótipos, estigmas, discriminações e desigualdades que germinam na sociedade”.