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Coronavírus: pico foi em abril. Situação está controlada, mas é preciso ter cuidados

por Redação

06 de Junho de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A propagação do novo coronavírus na região de Viseu pode estar controlada, mas é preciso continuar a ter cuidados. Um facto que foi lembrado pelo diretor do serviço de pneumologia do Hospital de S. Teotónio.

Em entrevista ao Jornal do Centro, o médico Simões Torres recorda três regras fundamentais para a prevenção nesta altura. São elas o uso da máscara “quando estamos com outras pessoas ou em ambientes fechados, como centros comerciais e restaurantes”, distanciamento social “mesmo na rua, para não se aproximar do outro” e evitar tocar na cara, lavando sempre as mãos depois de tocar nos objetos. “Com isto, estaremos a evitar o aparecimento da doença em 90 por cento dos casos”, sublinha.

Até esta sexta-feira (5 de junho), no distrito de Viseu tinham sido reportados mais de 560 casos de pessoas infetadas e mais do dobro de doentes recuperados. As vítimas mortais não passaram de 30.

O pico do surto do novo coronavírus na região Centro registou-se na primeira quinzena de abril.

Em toda a região, 3.765 pessoas ficaram infetadas com a Covid-19, dos quais a grande maioria já recuperou da doença. “Nesta última semana, registámos 75 casos na região, o que significa que temos menos 10 por cento de casos quando comparado com o pico. Atualmente, o acumulado de Covid positivos no Centro é de 3.765. Temos 2.820 recuperados, o que representa uma taxa superior a 70 por cento, o que é bom. Temos ainda mais de 1.100 pessoas em vigilância e lamentamos o registo de 240 mortes”, disse, como balanço, João Paulo Rebelo, coordenador para a Região centro do combate à Covid-19.

No Centro, a taxa de incidência é de 223 casos por cada 100 mil habitantes, um número inferior à média nacional. Nesta altura, não há doentes internados nos cuidados intensivos dos hospitais da zona.

Os primeiros casos diagnosticados com a doença Covid-19 em Portugal foram reportados em 2 de março de 2020 e o primeiro óbito foi registado em 16 de março de 2020. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o surto como pandemia em 11 de março de 2020.

Em 172 dos 308 municípios portugueses o número de óbitos registados nas últimas quatro semanas (entre 6 de abril e 10 de maio de 2020) foi superior ao valor homólogo de referência (média do número de óbitos para o mesmo período em 2018 e 2019). Deste conjunto, destacam-se 42 municípios que registaram um número de óbitos 1,5 vezes superior ao valor registado no período homólogo de referência. Para os restantes 136 municípios (44% do total de municípios) o número de óbitos registados nas últimas quatro semanas foi igual ou inferior ao observado no período de referência.

A 20 de maio de 2020, em Portugal, por cada 10 mil habitantes existiam 29,1 casos confirmados de Covid-19, o que representa um aumento de 12% em relação ao dia 6 de maio, data de referência da informação publicada no destaque anterior. Entre 6 de maio e 22 de abril registou-se um aumento 20% no número de casos confirmados por 10 mil habitantes e entre 22 e 7 de abril (data de referência do primeiro destaque) verificou-se um aumento de 70% neste indicador.

O número de casos confirmados com a doença por 10 mil habitantes foi acima do valor nacional em 53 municípios. Na região Norte, 36 municípios registaram um valor acima do país, destacando-se o conjunto de municípios contíguos da Área Metropolitana do Porto com mais de 50 casos confirmados por 10 mil habitantes: Valongo, Matosinhos, Maia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Vila Nova de Gaia. Também alguns municípios das regiões Centro (12), Área Metropolitana de Lisboa (os municípios de Lisboa, Loures e Amadora), Alentejo (o município de Moura) e Região Autónoma dos Açores (o município de Nordeste) apresentavam valores acima do valor nacional.

 

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