Foto Igor Ferreira
Horários de transportes desadequados e falta de material de proteção
Os pais e encarregados de educação estão preocupados com as condições disponibilizadas pelo Ministério da Educação para a retoma das aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos de escolaridade.
Rui Martins, representante em Viseu da Confederação Nacional Independente de Pais, considera que a retoma devia ter sido adiada para o arranque do novo ano letivo, em setembro, e aponta algumas falhas como a falta de transporte para alunos em locais remotos e de materiais de proteção e higiene nas escolas.
“Aquilo que, à partida, era garantido por parte do Ministério não está a ser conseguido. Não se conseguiu transportes para alunos que sejam, por exemplo, de Penalva do Castelo e possam vir para Viseu, além de muitas outras situações que impedem que os alunos possam ir já para a escola. O Ministério também garantiu que haveria máscaras e géis suficientes, o que não é verdade. Não existem e continua a falhar”, explica.
Uma semana depois do regresso às aulas, a CNIP diz que 20 por cento de jovens do país ainda não conseguiram voltar à escola.
Rui Martins espera que a situação seja resolvida nos próximos meses. “Está-se a tentar adiar uma solução. Eu espero que, no arranque do próximo ano letivo, tudo seja resolvido e exista uma melhor garantia de que a escola pode dar resposta aos nossos filhos”, remata.