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07 de 04 de 2021, 21:04

Diário

Óbito/Jorge Coelho: José Junqueiro recorda o homem

“A minha vida pública confunde-se com a dele”, descreve o ex-secretário de Estado do PS

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José Junqueiro fala de Jorge Coelho como um homem de “equilíbrios” e “fazedor de coisas”. “A minha vida pública confunde-se com a dele”, descreve o ex-secretário de Estado do PS e amigo de Jorge Coelho que faleceu esta quarta-feira, vítima de doença súbita.

“Foi ele que me estimulou a ir para a Assembleia da República, mobilizou-me para os principais combates, fui para o Governo chamado por ele, enfrentá-mos juntos a tragédia de Entre-os-Rios”, recorda o socialista para quem Jorge Coelho, além de “uma grande amigo”, foi muito importante para o equilíbrio no PS. “Era um fazedor de coisas, aquele que eliminava barreiras”, conta.

Destacando o amor que o ex-ministro socialista tinha pela região – foi em Mangualde que montou uma queijaria – José Junqueiro fala de um homem que era coerente naquilo que defendia. “E depois não havia ninguém que não falasse com ele e não ficasse conquistado pela sua genuinidade, quer fosse adversário político ou não”, salienta.

O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu esta quarta-feira na Figueira da Foz, de doença súbita, quando visitava uma casa na zona turística da cidade, disse fonte dos bombeiros.

De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Jorge Coelho, de 66 anos, sentiu-se mal durante a visita a uma habitação na rua da Liberdade, na zona turística do Bairro Novo.

“A senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação”, tendo o óbito sido declarado no local, adiantou o comandante.


Jorge Coelho foi ministro dos governos liderados por António Guterres entre 1995 e 2002.
Jorge Coelho foi ministro de três pastas: ministro Adjunto; ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social.

A partir de 1992, com Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de outubro de 1995.
Nascido em 17 de julho de 1954, em Viseu, Jorge Coelho era empresário, mas continuou sempre a acompanhar a atividade política, como comentador, nos últimos tempos na Conversa Central do Jornal do Centro, onde dividia "o palco" precisamente com José Junqueiro, Fernando Ruas e Leitão Amaro.


Jorge Coelho marcou a atividade política ao demitir-se do cargo de ministro do Equipamento do executivo de António Guterres após a queda da ponte de Entre-os-Rios em 04 de março de 2001, alegando que "a culpa não pode morrer solteira".

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